Recentemente pude acompanhar muito proximamente as consequências de uma situação que, longe de ser nova, ainda (e sempre) causa efeitos desastrosos na vida das pessoas - o mau uso do pensamento; que via de regra tem um parceiro inseparável - o mau uso do tempo.
Fiquei pensando nisso e dediquei a mim mesma alguns preciosos instantes de reflexão, visto que também, com os erros dos outros, somos convidados a tirar lições para nossas vidas.
Comecei pensando naquilo que todos sabemos e quase sempre negligenciamos: a sutileza do pecado. É impressionante como tudo começa muito sutil. É mais impressionante ainda como a vazão de um pensamento aparentemente "inofensivo" corrói estruturas, até então consideradas, bastante sólidas.
É impressionante como somos bombardeados diariamente por modelos(?) de vida, sucesso, fama e "felicidade" tão superficiais quanto ilusórios, mas que às vezes, de tão insistentes, são capazes de produzir até mesmo no cauto, um doce encantamento.
Se isso lhe acontecer: prepare-se! Está posto o açúcar do pecado! Sutilmente doce e mortalmente amargo. Rejeite-o. Pois é a a ilusão de uma vida voltada e centrada nesta vida, batendo a tua porta.
É a fixação no corpo perfeito, é a sensualidade desenfreada, é a malícia, é a banalização dos relacionamentos, é a sexualidade instaurada numa sociedade que só se alimenta de corrupção moral, é o desejo ardente de reconhecimento e aplausos, é a felicidade do copo de bebida, é o seu coração "desesperadamente corrupto". Ou ainda, é como diz uma certa música: "é o homem buscando pelas mesas sujas de um bar, respostas que nunca irá encontrar".
Enfim, é a nossa sociedade imoral. É a manifestação mais real daquilo que meu pai chama de "as prateleiras do pecado", que como ele mesmo diz, estão cada dia mais recheadas e diversificadas de "mercadorias" para todo tipo de comprador. Ou seria, pecador?
É tanta sujeira que só mesmo as consolações do Senhor para alegrarem a nossa alma. Porque se por um lado vivemos num mundo assim, por outro temos a maravilhosa certeza de que em Cristo , o autor e consumador da nossa fé, o mesmo que começou a boa obra e que nos garante completá-la até o fim, somente Nele , perseveraremos nesse trilhar contrário, nessa contínua novidade de vida, buscando em nossas vidas a constante pureza de pensamento, de caráter e de proceder.
Que em meio a tanta impureza possamos seguir fielmente a recomendação do apóstolo Paulo, em Filipenses 4:8:
“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”
E como li outro dia aqui mesmo na internet: "Este versículo não descreve a maioria das cenas nas novelas que passam na televisão. Muitas coisas na Internet não se encaixam aqui. O conteúdo de muitas músicas, revistas e conversas do dia-a-dia não passa neste teste. O que deve ocupar o nosso pensamento são as coisas boas que demonstram a grandeza e a santidade do Senhor." (http://www.estudosdabiblia.net)
Diria ainda que, quando nos achegamos sinceramente a Deus nós somos fortalecidos de tal maneira que estas coisas por mais populares e atrativas que possam parecer, são de todo desconsideradas, pelo simples fato de que elas já não satisfazem mais as necessidades do nosso ser, posto que os nossos olhos estão fitos e fixos a contemplam a magnitude e beleza da glória divina. E neste precioso momento, nos rendemos a irresistível graça de Deus e reconhecemos que todas as outras coisas ficam como refugo de sua glória, verdadeiras migalhas apodrecidas que há ninguém consegue mais saciar.
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