quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DEUS SE MOVE MISTERIOSAMENTE

  Por Elaynne Luz

Ontem li o capítulo 2 deste livro do John Piper e me deparei com a vida de William Cowper, até então um nome totalmente anônimo para mim.
 
Ele foi um poeta inglês convertido ao cristianismo, e que durante toda a sua vida lutou contra sintomas depressivos e tendências suicidas.

William Cowper, ou simplesmente, um santo abatido pela depressão (como li em algum sítio aqui da internet) , nos mostra que mesmo diante das piores e maiores turbulências de nossas vidas é possível adorar a Deus, honrá-lo e dar frutos em meio aos sofrimentos.

"God moves in a mysterious way" ou "Deus se move misteriosamente", título do post, é um destes frutos. Foi escrito após uma tentativa de suicídio. 

Conta-se que o poeta havia tomado uma charrete numa noite fria em Londres para chegar a uma ponte de onde pretendia se jogar. Todavia, a Mão misteriosa do Senhor não permitiu que o cocheiro encontrasse o caminho. Após andar duas horas, confessou estar perdido. Então, Cowper pediu para que o levasse de volta a sua casa, caso soubesse o caminho. O cocheiro respondeu afirmativamente e então retornaram. Ao chegar à porta de sua residência, o cocheiro disse que ele não precisava pagar, já que não tinha cumprido sua tarefa. Mas, Cowper respondeu: "Sim! Você cumpriu sua tarefa muito bem! Eu pretendia chegar àquela ponte e me suicidar, mas você, abaixo de Deus, salvou a minha vida". 

Após entrar em sua casa, assentou-se e escreveu este belíssimo poema, que agora passo a transcrever.


DEUS SE MOVE SILENCIOSAMENTE
William Cowper 
 

Quando as trevas escondem Sua face adorável
Eu descanso em Sua imutável graça;
Em cada tormenta aguda e violenta
Minha âncora está presa dentro do véu!

Deus se move de forma misteriosa
Na realização dos seus milagres;
Ele firma Seus pés no mar
E cavalga sobre a tempestade

Nas profundezas insondáveis das minas
Com habilidade que nunca falha
Ele entesoura seus mais esplêndidos planos
E opera Sua vontade soberana

Vós, santos temerosos, tomai novo alento
As nuvens que tanto vos atemorizam
São abundantes em misericórdia
E irromperão em bênçãos sobre vossas cabeças

Não julgueis o Senhor por meio de fracos sentimentos
Mas confiai Nele e em Sua graça;
Por detrás de uma providência que amedronta
Ele esconde uma face sorridente
Seus propósitos logo amadurecerão
Revelando cada hora;
O broto pode ter um gosto amargo
Mas a flor há de ser doce

A incredulidade cega certamente errará
E julgará como inútil a Sua obra;
Deus é o seu próprio intérprete
E Ele mesmo lhe dará a conhecer.

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